Como Registrar seu Livro – Procedimentos & Publicação Solo

Aloha, imperadores!

Pensando em editoras, com todo o mercado literário crescendo e cada dia mais autores surgindo, o tema pode vir a ser do seu interesse: publicação e registro do seu livro!

Muitas pessoas passam anos escrevendo fanfics, por hobby, distração, desabafo; são várias formas que a escrita pode tomar, mas eventualmente, vem uma escrita mais sólida, mais páginas, poemas acumulados; e aquele momento: realizar o sonho de ter seu livro na estante de alguém! Sempre quis criar um guia para mim, e acho que pode ser de serventia para você se também quer alavancar agora que finalizou sua história, ou até se você está fazendo seu livro (ou já terminou) e não sabe que caminho seguir.

Bem, você escreveu seus x capítulos, deu um título decente ao seu livro e agora está feliz da vida de ver o trabalho o completo, mas como em toda história: o mocinho sempre se depara com algum obstáculo; e isso inclui desde a edição e correção massiva do texto, opiniões de terceiros e os feedbacks, o tão infame registro autoral até a possível espera de meses com uma editora. Esse artigo vai tratar mais sobre essa parte de registro, eventualmente lanço outros complementares.

Critérios & Procedimentos

Antes de tudo, acho que é preciso delimitar algumas coisas, por exemplo, alguns critérios de publicação funcionam no Brasil, podem muitas vezes não funcionar no exterior, exemplificando: aqui se leva em conta o nome do autor no mercado; não é de espantar que muitos youtubers consigam publicar com burocracia facilitada. No caso de autores desconhecidos é bem comum que ele tenha que pagar pela publicação.

Até chegar a publicação você terá que registrar na Biblioteca Nacional (o famoso ISBN do livro) para não haver chances de perder seus direitos autorais; poder provar que é o primeiro dono em caso de plágio; ajudar a fechar a publicação com a editora. Primeiro, porque muitas editoras sérias já no processo de pré-seleção dos originais só aceitam obras registradas, algumas até podem proceder junto com você nesse quesito de registro; se você não fizer esse passo a tendência é que: o processo de registro muitas vezes já é demorado, daqui que a editora venha a te responder, o tempo de espera se torna ainda mais enorme.

Depois disso, atentar se seu livro se enquadra no estilo da editora, e então enviar seu original/manuscrito (como é chamado pelas editoras); uma boa sacada nesse caso é verificar os selos das editoras, porque mesmo que ela não lide com o tema de terror, digamos, o selo é uma boa forma de ganhar vantagem.

Quanto a editoras “grandes”, além de serem mais difíceis de publicação, há uma grande concorrência — pense em dar uma chance para as menores também. Enviar o manuscrito para várias editoras é uma boa, você terá mais chances de ser escolhido por alguma. Ao escolher onde quer publicar seu livro: dê uma olhada nas regras do local; como deve ser enviado o produto; a fonte; o que eles exigem; pois, qualquer erro nessa hora, pode ser crucial na leitura de sua obra, e quando eles a descartam, você nem ao menos sabe se leram ou não, já que a maioria das empresas só entram em contato caso tenham gostado do seu trabalho.

Publicação Solo

Algumas editoras podem bancar a despesa do livro totalmente, outras, servem como um produto, em que você paga para ter sua obra publicada. Há um preconceito em obras cujo autor compra a publicação, pois, muitas vezes, a qualidade está em jogo; é aquela velha ladainha de que fulano e ciclano só conseguem publicar livro só pagando.

Depois que seu original é aprovado, ele vai ser enviado para outros profissionais, onde eles vão ler a obra, investir nela; e a partir desse ponto, edição da capa, arte e afins o autor não mais se envolve; não é à toa que as vezes isso gera obra com capas estranhas, rs. Quanto ao pagamento, ele é efetuado a cada três meses, e o autor recebe apenas 10% do lucro da vendagem. Por esse motivo, muitos autores procuram investir eles mesmos em sua obra, ao tentar um lançamento solo, isto é, publicar por conta própria. No caso, o autor irá procurar uma gráfica onde faça esse tipo de trabalho, irá contratar um revisor ou terá que ele mesmo revisar, e criar um site para a divulgação — só não poderá vender em lojas físicas, como saraiva, cultura; isso é apenas para livros vendidos pelas editoras.

Em um esquema você pode receber “pouco” e ter pouco domínio, mas por outro lado tem que arcar desde o editor, marketing, e outros pontos que não precisaria, publicando por sua conta.

Há outro detalhe importante a ressaltar, agora que o processo de auto publicação ficou mais facilitado o autor deve escolher que tipo de plano vai querer. Não ficou claro? Então, a Amazon consta com o sistema KDP, na qual 70% dos lucros vão para o autor, mas em compensação você não pode se auto publicar pelo Kobo e demais plataformas.

Como registrar, Forma I – Hoodid

Há várias formas de registro – e uma parece pior que a outra, mas vou começar com a mais simples e prática, tempo é valioso, convenhamos…

É bem simples assim que você entra no site: registre-se, registre alguma obra e receba seu certificado online; não sei se é a melhor notícia, mas convém dizer que em média o registro saí por volta de 30R$. Está desconfiado ainda? Tem uma seção de depoimentos, tem três seções onde pode consultar parecer jurídico e a validade do registro Hoodid, e ainda uma aba onde pode checar sobre a propriedade intelectual – acho que deu pra pegar a ideia, não?

Tem todo um passo a passo na área de registro, você pode registrar desde livros até poemas avulsos e projetos mais diversos; alguns detalhes que não consta no site é que eles também fazem registro de sua obra em qualquer idioma, o registro da Hoodid têm a mesma validade de um registro da biblioteca nacional e saí em tempo real, assim você recebe de imediato, assim como a possibilidade de imprimir; no caso de traduções é preciso frisar que elas geram direitos autorais, é como se fosse outra obra originada a partir da primeira.

Eu resolvi testar a ideia para meu livro mais recente. Apenas cadastrei, selecionei que tipo de produto queria registrar, nomeie, preenchi as informações básicas (nome, endereço e afins), paguei cerca de oito reais, saiu quase que instantaneamente, pude baixar uma chave digital e um comprovante do registro. Agora, a parte “infeliz” do processo, é que ele não gera um ISBN para que você possa queimar o processo de registo na Biblioteca Nacional.

Agora, quanto a editora, depende se ela aceita ou não esse tipo de registro. Algumas são mais à moda antiga, então é melhor se certificar antes de enviar.

Como Registrar sua Obra, Forma II – ISBN

Quando você entra no site e percebe algumas passagens, por exemplo, instrução de preenchimento, parece que é um processo que a editora deveria arcar. É um pouco estranho até… e não sei se ficou claro ainda, mas quando você inventa alguma coisa e outra pessoa leva o nome, é algo que simplesmente, pelo menos pra mim, soa assombroso. Talvez seja até uma paranoia, e se for isso acho até bom, por que pelos processos em alta de edições e chamadas para originais de novos autores ter um pouco de precaução ajuda, e pelo que vi de editores conhecidos ainda existem editoras picaretas.

Enfim, vou começar com a notícia boa: o registro pode ser feito de duas formas agora, online e através dos correios (à moda antiga). O que no final das contas deixa o processo um pouco mais facilitado, entretanto, qualquer modificação ou processo exige um bom preço, não que fique caro, mas imagine ter que corrigir sua obra repetidas vezes e ter que registrar sucessivamente; faça as contas.

Pois bem, o registro do seu livro, seja roteiro ou qualquer obra intelectual, também pode ser feito através da biblioteca nacional; forma mais comum inclusive, para isso você deve preencher um formulário de requerimentos. 

Então, eu poderia colocar todo o procedimento e é uma boa, mas, de antemão você precisa saber que para poder solicitar um ISBN é preciso se cadastrar, pagar, enviar os requerimentos (folha de rosto, cpf, ) e então solicitar finalmente.

Vale atentar para algumas proibições em relação à obra quanto ao envio:

  • Não encaderne o manuscrito;
  • Nunca, jamais em qualquer hipótese, imprima a sua obra em folhas frente e verso;
  • Não use letras coloridas nem qualquer imagem;
  • Só é permitido começar o processo online e terminar no próprio site;

Depois dessa etapa eu peço que você se certifique de checar se todas as editoras que vai mandar o seu manuscrito e veja quais as regras específicas de todas elas; uma vez que tiver feito isso, separe o seu original em cópias respectivas, edite conforme pedem e envie.

Simples, não? Então, fique à vontade para discutir, trazer ideias a mesa ou até deixar o link do seu livro 🙂

 

Além do Livro – Revolução dos Bichos
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